quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os Robôs Chegam à Sala Cirúrgica.

                                      http://i2.r7.com/robo-cirurgia-hg.jpg
Uma cirurgia de próstata realizada por dois robôs, um deles cirurgião e outro anestesista, no Canadá, foi a primeira operação realizada apenas por máquinas em todo o mundo. As informações são do site Popsci.

Os “médicos” McSleepy e Da Vinci realizaram a cirurgia no Hospital Geral de Montreal, na McGill University Health Center. 

Da Vinci, o robô controlado por uma equipe cirúrgica, que monitora seus braços por controle remoto, foi o cirurgião. Ele enviava imagens 3D que guiavam as incisões dos médicos. Já McSleepy, como o nome sugere – sonolento na tradução para o português – fez a anestesia. 

Durante toda a operação, os robôs se mantiveram cuidadosamente monitorados pelos cirurgiões que controlavam as máquinas.
O uso de robôs em cirurgias é um avanço considerável na medicina, pois as máquinas têm um nível de precisão não alcançado pelas mãos humanas. Dado o sucesso da dupla de robôs, os pesquisadores canadenses já pensam em usá-los em outras cirurgias robóticas.

Veja no vídeo abaixo como os robôs realizaram a cirurgia ( Atenção: O video pode conter algumas cenas impressionantes ) : 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Doenças raras.

PROGERIA : envelhecimento prematuro

Progeria  ou síndrome de Hutchinson-Gilford, é uma doença genética da infância extremamente rara, caracterizada pelo envelhecimento acelerado em cerca de sete vezes em relação à taxa normal.
Uma criança com progeria tem uma expectativa média de vida de 14 anos para as meninas e 16 para os meninos. A morte precoce é causada por aterosclerose.
Essa doença acomete 1 entre 8 milhões de recém nascidos e a inteligência dos bebês não é afetada. O diagnóstico é fundamentalmente clínico e realizado nas crianças que apresentam os sinais iniciais da doença entre o primeiro e o segundo ano de vida.
A doença ainda não tem cura e não existe atualmente nenhum exame que certifica o diagnóstico de progeria.


Aterosclerose :
Aterosclerose é uma doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas são placas, compostas especialmente por lípidos e tecido fibroso, que se formam na parede dos vasos. Levam progressivamente à diminuição do diâmetro do vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo. A aterosclerose em geral é fatal quando afecta as artérias do coração ou do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.




ICTIOSE:
Ictiose deriva da palavra grega ICTHYS que significa "peixe" e se refere ao aspecto escamoso da pele dos pacientes portadores dessa doença.

Essa pele, em muitos casos, são separadas por fissuras, é frágil, podendo se ferir com mais facilidade.

A reprodução da pele é muito maior, por tanto, uma pessoa portadora da Ictiose, se caso venha a se machucar, a cicatrização é muito rápida.

Ictiose Vulgar
Afeta aproximadamente 1% da população, o gene é autossômico dominante, podendo estar associada com atopia; é a forma mais leve, inicia-se aos 3 ou
4 anos de idade, diminui a intensidade com o tempo.

As áreas mais atingidas são os membros, podendo atingir também face e couro cabeludo. A pele das palmas das mãos e das plantas dos pés podem ser mais grossos. Os joelhos, cotovelos, geralmente são poupadas. Em algumas região do corpo pode ser mais espessa, como pescoço, barriga.
A doença tende a regredir ou diminuir os sintomas com o passar dos anos.

Ictiose ligada ao cromossomo X
Forma mais grave do que a vulgar, podendo aparecer no nascimento. O incidente é de 1 em 6.000 casos e é devida a gene recessivo ligado ao cromossomo X, limita-se ao sexo masculino. Ocorre descamação mais acentuada no abdômen, dorso, pernas e pés. A camada epidérmica é normal.

Hiperqueratose Epidermolitica (Eritrodermia Ictiosiforme Congênita Bolhosa)
Denominada epidermolítica devido às alterações na epiderme, está presente no nascimento, o gene é *autossômico dominante e mostra hiperqueratose acentuada. O recém-nascido tem aspecto diferente do **bebê colódio e grandes áreas da epiderme são destacadas deixando superfície bem sensível e dolorosa.

*A herança dominante ocorre quando um gene anormal de UM dos pais provoca a doença, embora o gene correspondente do outro pai seja normal. O gene anormal domina o resultado do par de genes.

**Os bebês nascem cobertos por membrana tipo filme, brilhante, marrom-amarelada, que lembra colódio, freqüentemente resultando em ectrópio e eversão dos lábios. Dentro de horas esta membrana seca e racha, depois descasca dentro de 1 ou 2 dias, mas pode formar-se novamente várias vezes. 

Ictiose Lamelar (Eritrodermis Ictiosiforme Congênita não Bolhosa)
É uma das formas mais graves de Ictiose, presente ao nascimento, a incidência é de 1 em 300.000 aproximadamente. O gene é autossômico recessivo e mostra *hiperqueratose de moderada a intensa com camadas granulosas, grossas.
O recém-nascido fica envolvido por um extrato córneo espesso que se assemelha ao colódio, causando eversão das pálpebras e, às vezes dos lábios (ficando expostos), as áreas flexoras são comprometidas, ocorrendo descamação nas palmas das mãos e plantas dos pés.
As escamas são grandes, em formatos geométricos, de cor amarelada ou castanha, aderentes no centro e com bordas soltas que destacam-se logo após o nascimento, deixando uma pele avermelhada.

* Dá-se o nome de hiperqueratose quando um excesso de proteínas denominadas queratinas, são produzidas. Em humanos, o termo é normalmente aplicado para referir um endurecimento da pele.



Atualmente não existe cura, apenas tratamentos. A maioria dos tipos de ictiose aparecem logo no nascimento e acompanham a pessoa ao longo de toda a sua vida.


Clique em Fotos e veja Algumas imagens de Pessoas com Ictiose : FOTOS

Câncer de tireóide: o câncer curável


Uma das principais glândulas do organismo, a tireóide é responsável por regular funções essenciais do nosso corpo, como o crescimento, digestão e especialmente o metabolismo. Mas assim como as demais partes do organismo, as células da tireóide também estão sujeitas a mutações, que quando se transformam em células malignas, podem dar origem a um tumor, o chamado câncer da tireóide.
O câncer da tireóide é uma neoplasia um tanto quanto rara e com baixo índice de mortalidade. Segundo o cirurgião de cabeça e pescoço Sergio Samir Arap, gerente médico do Centro Cirúrgico do Hospital Sírio Libanês, a chance de cura deste tipo de câncer é de quase 98%: “não existe nenhum outro tipo de câncer tão bem tratável”, afirma.
Diagnóstico do câncer

O avanço da medicina tem possibilitado diagnósticos mais precisos para casos de tumor de tireóide.  Em geral o paciente percebe um nódulo na região da tireóide, que se encontra na altura da garganta. “Mas é preciso estar atento. Nem sempre um nódulo significa um câncer na tireóide. Um nódulo pode inclusive ser sinal de bócio”, atenta o cirurgião Arap.
O diagnóstico desse tumor deve ser feito por um especialista, de preferência umendocrinologista ou um especialista em cabeça e pescoço, que submeterão o paciente a um ultrassom com estudo Doppler para analisar se o nódulo em questão é ou não maligno.
Tratamento

Ao contrário dos demais tipos de câncer, que usam a quimioterapia como principal tratamento, no caso do câncer de tireóide o mais indicado é a remoção da glândula. “A principal função da tireóide é controlar o metabolismo do corpo. Quando ela é retirada, quem faz o seu papel é o hormônio de caixinha, ou seja, o hormônio sintético. É muito mais fácil e prático retirar a glândula do que submeter o paciente ao tratamento agressivo da quimioterapia”, afirma Arap.
E para evitar a recorrência do câncer, alguns procedimentos precisam ser tomados logo após a cirurgia, como a pesquisa do corpo inteiro. “Essa pesquisa faz uma espécie de imagem do paciente, através de iodo radioativo, como umaradioterapia de dentro para fora. É usada para os casos em que o câncer tenha saído da tireóide e espalhado pela região do pescoço. Com esse método, minamos qualquer resquício de câncer”.


Novas tecnologias
Hoje são propostos outros procedimentos para a retirada da tireóide, como por endoscopia ou através de uma pequena incisão atrás da orelha. O médico Sergio Arap pondera: “o corte feito para a retirada da glândula é pequeno, cerca de 3 cm, e essas  novas técnicas ainda não se mostraram tão seguras quanto a tradicional”.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desafios Brasileiros: Saúde Pública

O brasileiro sofre com uma das mais altas cargas tributárias do planeta. Em tese, isso lhe garantiria um atendimento de saúde universal e decente. Mas não. Só em sete capitais, mais de 170.000 de pessoas terão de esperar até cinco anos por uma cirurgia não emergencial. Nos hospitais e pronto-socorros, mais filas e queixas quanto à qualidade do atendimento..

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil gastou 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto, ou a soma de todas as riquezas do país) com a saúde pública, em dados de 2008 – último balanço oficial contando Estados e municípios. O valor equivale a quase R$ 109 bilhões. De acordo com dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 56% do que é investido em saúde no Brasil vem de recursos públicos.
 o Brasil, mesmo tendo mudado seu perfil econômico, ainda está longe de ter o status de desenvolvimento no setor da saúde.

 O Brasil gasta muito pouco com saúde pública. Em 2010, gastou 4% do PIB, uns R$ 127 bilhões. Nós teríamos que chegar a gastar mais 2% [do PIB] para nos igualarmos a nações que também oferecem saúde gratuita como, Reino Unido, Alemanha, Canadá e Espanha. Pelo menos tínhamos que investir mais R$ 83 bilhões.
Somando o setor privado (planos de saúde e gastos particulares), o total dos gastos com saúde no Brasil chega a 8,4% do PIB. No entanto, isso representa metade do índice investido pelos Estados Unidos (16%) e ainda abaixo da média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) – que aplicam 9% de suas riquezas na área.


Cérebro tem mecanismo de proteção em casos de derrame

Raio X cérebro
Descoberta ira ajudar os cientistas a desenvolver tratamentos especiais.
Um recente estudo realizado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriu que o cérebro possui um mecanismo de proteção em casos de ocorrência de derrame.
A descoberta ira ajudar os cientistas a desenvolver tratamentos especiais para proteger células nervosas, especialmente as que são responsáveis pela fala e pelos movimentos.
Quando ocorre um derrame, o sangramento provoca uma inter-rupção do suprimento de oxigênio e de nutrientes para as células nervosas.
Dependendo da região do cérebro que for atingida, funções cognitivas, de fala e de movimento podem ser afetadas. Mas nem todas as células são igualmente afetadas pela falta de oxigênio e nutrientes, segundo informaram os pesquisadores.
Há pelo menos dois tipos de células nervosas no cérebro, localizadas no hipocampo, que reagem de modo diferente.
As células do tipo CA1 são altamente suscetíveis a danos em consequência de um derrame, já as células nervosas do tipo CA3 são muito resistentes à falta de nutrientes e oxigênio, conseguindo sobreviver por longo tempo após o derrame.

Notícias: AIDS


Medicamento em estudo no Brasil promete revolucionar tratamento da aids
Uma planta usada na medicina tradicional contra o câncer é a nova esperança de uma terapia mais eficaz contra a aids. Em desenvolvimento por um grupo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Laboratório Kyolab, de Campinas, uma droga se mostrou promissora em testes in vitro e deve começar a ser testada em animais já no ano que vem. Se os resultados se mantiverem iguais aos já obtidos, dizem os especialistas, será uma grande revolução no tratamento da doença.
Especializado em fitoquímica de medicamentos, o laboratório de Campinas conseguiu isolar numa planta natural do Piauí uma molécula considerada superativa. A linha de pesquisa incluía originalmente testar sua atividade contra alguns tipos de câncer (para os quais já se encontra em fase II de testes), uma vez que era com esse fim que a planta era usada na medicina tradicional. Resolveu-se também testá-la contra o HIV. “Começamos a estudar suas propriedades contra o HIV e descobrimos coisas interessantíssimas”, afirmou o chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia da UFRJ, Amilcar Tanuri.
Vírus se mantém latente em células
Atualmente, o tratamento padrão contra aids é feito com o coquetel de drogas. Essa combinação de medicamentos mantém as pessoas saudáveis porque impede a replicação do vírus no sangue. Entretanto, se o tratamento for suspenso, em menos de uma semana o vírus volta a se multiplicar.
Isso acontece porque, embora as drogas bloqueiem a replicação no sangue, o vírus consegue se “esconder” no interior de algumas células, onde se replica muito lentamente, ficando num estado de latência. Mas, quando a medicação no entorno desaparece, ele volta a se multiplicar normalmente, fazendo com que a doença retorne. “A molécula isolada no laboratório de Campinas consegue ativar esse HIV que está latente. Ela quebra a latência do vírus, que começa a se multiplicar e sai das células (onde estava “escondido”), explica Tanuri. –“Quando isso acontece, o coquetel consegue eliminá-lo.”
Essa abordagem no desenvolvimento de drogas é inédita. Nos Estados Unidos vários estudos estariam tentando, ainda sem sucesso, encontrar maneiras de tirar o HIV da latência. “Nenhum medicamento disponível atualmente alcança dentro das células de latência”, explica o diretor do Kyolab, Luiz Pianovsky. “A abordagem é inédita, superinovadora e pode inclusive vir a ser a cura da aids, dependendo ainda de alguns fatores.”

Vacina experimental contra HIV elimina vírus em testes com macacos
Uma vacina experimental ajudou macacos portadores de uma variação do vírus da Aids a controlar a infecção. Segundo pesquisadores norte-americanos, isso pode levar a uma vacina para humanos.
Eles afirmaram que a vacina prepara o sistema imunológico para atacar rapidamente o vírus HIV quando ele entra no organismo, momento em que o vírus é mais vulnerável.
Louis Picker, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Oregon, cujo estudo foi publicado na revista “Nature”, disse que um teste da vacina em humanos possivelmente será feito dentro de três anos.
Testes da vacina com o SIV – uma versão do HIV nos símios – mostraram que mais de metade dos animais foram capazes de impedir a replicação do vírus. Isso foi confirmado com testes bastante precisos, que não detectaram traços de contaminação.
Mais de um ano depois da administração da vacina, a vasta maioria dos macacos manteve o controle sobre a doença.
“Sentimos que [a vacina] tem uma possibilidade de manter o vírus sob completo controle, ou de eliminar o vírus”, disse Picker.
Ele e seus colegas usam um vírus relativamente inócuo, chamado citomegalovírus (CMV), como veículo da vacina experimental para o organismo. Fizeram isso porque os cientistas consideram que a maioria das pessoas já está infectada pelo CMV, que permanece no organismo durante a vida toda, mas em geral causa poucos ou nenhum sintoma...
Fonte: Correio do Estado
Cresce o contágio da aids entre jovens gays e idosos


Na sala escura da boate gay e nos encontros marcados após o baile da terceira idade, os homens brasileiros de todas as idades e orientações sexuais têm deixado a camisinha de lado e, por isso, crescido nas estatísticas da aids.
O novo boletim do Ministério da Saúde, que mapeia os casos de contaminação pelo vírus HIV, revela a vulnerabilidade generalizada, impulsionada pelo uso de drogas – seja o ecstasy ou o Viagra.
A proporção de registros entre homossexuais de 13 a 24 anos bateu recorde. Este grupo, em 2010, somou 35,1% do total de infecções masculinas na faixa etária, a maior taxa desde o início da epidemia, em 1980. Simultaneamente, entre os mais maduros, os heterossexuais são maioria dos infectados e acima dos 30 anos representam 43%.
“Não há orientação sexual de risco e sim comportamento perigoso para a aids, muito influenciado pelo abuso de álcool. E os homens, de forma geral, têm negligenciado bastante o preservativo. É um panorama alarmante”, afirma um dos principais infectologistas do País, Artur Timerman, que atua nas redes públicas e privadas de saúde. No último ano, entre seus pacientes, há um casal de 14 e 15 anos, ambos soropositivos e uma senhora de 82 que adquiriu o vírus do marido, de 78 anos.

FonteIG